UBUNTU, AGNELA BARROS

Quantos, ao cair da noite do dia 31 de Maio estiveram no Quintal da Isenta à conversa com Agnela Barros, podem ter ficado com a impressão que ali estavam presentes várias convidadas. É que Agnela Barros é uma mulher de muitas facetas. Muitas causas. Muitas vivências. Muitos saberes. Muitos que fazeres. Tantos que um dos presentes, com uma certa pitada de humor, quis saber como é que se arranja tempo e disposição para tantas ocupações. “Quem corre por gosto e compartilha por prazer não cansa” foi a resposta pronta. Mais do que uma resposta ou um chavão, uma maneira de ser. Continue reading

ISENTA COMUNICAÇÃO NA DIRECÇÃO DA AAEPM

A Associação Angolana de Empresas de Publicidade & Marketing (AAEPM) apresentou ao público na quinta-feira, 6 de Outubro, na Casa Viana, os seus novos órgãos sociais, para cumprir um mandato de cinco anos. Fazem parte da direção da Associação, a Isenta Comunicação, a Executive Center, a Central de Ideias, a Nine Filmes, a Big Media, a Núcleo de Comunicação e a Born-Angola.

Esta nova direcção assume assim a responsabilidade de lutar pela credibilização da AAEPM e seus associados no mercado e desenvolver iniciativas que permitam

perceber a importância da publicidade na economia nacional enquanto potenciadora de geração de emprego.

Para isso, a AAEPM compromete-se em ser ouvinte atenta dos problemas dos seus associados, “tentaremos perceber como ajudar”, o que implica “um diálogo transversal com as instituições nacionais quer a nível do Governo, associações empresariais e outros parceiros”. Continue reading

CAPTAR O QUE EXISTE ATRÁS DO QUE OS OLHOS VEEM

Quando é que a noção das horas se perde porque alguém as transforma em dias, semanas, meses, anos fixados na memória, nas memórias, na vida, de um homem que, no acto de fazer uma simples fotografia “nele coloca todos os livros que leu, os filmes que viu, as músicas que ouviu, as pessoas que ama?

O que acontece quando, como disse Cartier-Bresson, fotógrafo, fotojornalista e desenhista francês “se coloca, na mesma linha, a cabeça, o olho e o coração?

A resposta chegou-nos, na Conversa do quintal da Isenta transformado num País. No mundo. Através do testemunho vivo e vivido de um homem que faz da magia da fotografia a história da sua vida. Da sua terra. Carlos Lousada. Continue reading

Ndaka Yo Wiñi, um cântico à angolanidade

Nós somos raízes, crescemos.
Não somos estrelas.
As estrelas não crescem.
Caem e perdem o brilho.

(Ndaka Yo Wiñi)

Falar sobre alguém que, durante duas horas abriu o livro ou, melhor dizendo, soltou a voz para falar de recordações, vivências, experiências, memórias e saberes, é tarefa, se não impossível, pelo menos árdua e melindrosa. Foi o que a Palavra de Ndaka Yo Wiñi, o Cantor do Povo, fez a quem esteve à conversa com ele no Quintal da Isenta.

De joelhos sobre a palha do luando, onde se cria vida e onde se nasce, fez a evocação dos antepassados, com o olhar baixado sobre a Olukwembo, a cabeça com a função de bebedouro, uma herança legada pela sua avó e que, segundo Ndaka, representa a sua ancestralidade. Foi nesta postura de respeito e reverência que se partiu para uma interacção com os presentes que jamais se rompeu até ao momento final, rematado com um cântico dedicado à natureza, ao mato, como referiu, aquele local quase místico onde tudo acontece e onde nasce a nação real, pura, um cântico que conclamava os espíritos do universo, as forças da natureza, das florestas, das matas. Dos ancestrais. Continue reading

INSPIRADO POR UMA CANETA

Passei a semana toda a procurar o tema desta crónica, mas parecia que a criatividade me havia abandonado e que foi junto com a minha filha no avião para Lisboa… a verdade é que o Mundo das fraldas, dos biberões às 4 da manhã e dos bonecos que cantam quando lhes apertamos a barriga, constituem todo um universo inspirador, até para o mais aborrecido dos homens. Continue reading

Há um elefante

Disse-me há dias um amigo meu, não um desses amigos virtuais que agora proliferam pelos “facebookes” ou, como eu lhes chamo, aportuguesando, (eu gosto muito de comunicar na língua com a qual me entendo com as outras pessoas) pelo “mandabocas” embora essa tradução seja tão longínqua da original como traduzir, livremente, a expressão latina “hoc opus, hic labor est” (aqui é que está o trabalho, ou a dificuldade) pela popularizada e muito mais interessante “aqui é que a porca torce o rabo” ou, pior ainda, pela que, nos meus tempos de liceu empregávamos, com aquele espírito irreverente de estudantes: “nos copos é que está o sarilho”. Mas, com esta conversa, acabei por perder o fio à meada – nada relacionado com copos, notem – e não disse o que me disse o meu amigo dos velhos tempos, também de liceu, sobre o que pensa das meias-verdades, das inverdades (quem terá inventado esta palavra?) ou das pós-verdades, termo que ele “caçou” num artigo do DN, assinado por Martim Silva, na coluna “Expresso Curto”. Continue reading

Comunicação para a educação tributária

Ninguém gosta de pagar impostos, mas não é uma questão de escolha. Nunca foi. A própria origem da palavra, em latim, remete a imposição. São esses recursos que mantêm em funcionamento o poder público. Eles financiam a saúde, a educação, a segurança, as infra-estruturas e toda a máquina estatal. Há, pois, que criar mecanismos que persuadam os contribuintes a cumprir com o pagamento de impostos e, daí, a necessidade de criar conteúdos fáceis de entender, baseados no contexto psicossocial e com mensagens personalizadas para cada grupo alvo como forma de conduzir ao cumprimento dessa obrigação. Continue reading