Há um elefante

Disse-me há dias um amigo meu, não um desses amigos virtuais que agora proliferam pelos “facebookes” ou, como eu lhes chamo, aportuguesando, (eu gosto muito de comunicar na língua com a qual me entendo com as outras pessoas) pelo “mandabocas” embora essa tradução seja tão longínqua da original como traduzir, livremente, a expressão latina “hoc opus, hic labor est” (aqui é que está o trabalho, ou a dificuldade) pela popularizada e muito mais interessante “aqui é que a porca torce o rabo” ou, pior ainda, pela que, nos meus tempos de liceu empregávamos, com aquele espírito irreverente de estudantes: “nos copos é que está o sarilho”. Mas, com esta conversa, acabei por perder o fio à meada – nada relacionado com copos, notem – e não disse o que me disse o meu amigo dos velhos tempos, também de liceu, sobre o que pensa das meias-verdades, das inverdades (quem terá inventado esta palavra?) ou das pós-verdades, termo que ele “caçou” num artigo do DN, assinado por Martim Silva, na coluna “Expresso Curto”. Continue reading