O bem-estar dentro do local de trabalho é algo inegociável. Do mesmo modo que se considera a responsabilidade social a nível externo, também deve ser ponderado o panorama interno. Do recrutamento inclusivo à progressão de carreira, passando pela formação contínua e pelo equilíbrio entre vida profissional e pessoal, as corporações têm um papel fundamental na criação de ambientes de trabalho justos, saudáveis e sustentáveis.
Quando se fala de responsabilidade social, imaginamos imediatamente projectos das empresas nas comunidades, programas de apoio e desenvolvimento social ou intervenções no meio ambiente. No entanto, também internamente as corporações têm que instituir programas de responsabilidade social que garantam o trabalho justo, a progressão equitativa e o bem-estar dos trabalhadores.
É a nível do departamento de Recursos Humanos (RH) que a dimensão interna da responsabilidade social se começa a desenhar. Práticas de recrutamento responsáveis e não discriminatórias, que garantam o acesso igualitário a oportunidades e a diversidade na empresa, são pontos importantes a ter em conta.
Por outro lado, na gestão responsável dos recursos humanos, a saúde e a segurança no trabalho são inegociáveis. A formação e capacitação contínuas dos trabalhadores, com vista a prepará-los para a progressão de carreira, segundo as necessidades da empresa e a visão do próprio empregado, devem também integrar um plano socialmente responsável.
Num mundo em alta rotação, as empresas também já viram, há muito, que o bem-estar do trabalhador tem um valor incalculável, não só para o indivíduo em si, mas para o próprio negócio. Com o trabalho a ocupar a maior parte do tempo e dos dias de todos nós, as corporações têm um papel importante para garantir, ou pelo menos fomentar, o equilíbrio físico e emocional de quem dá o litro pela empresa.
Criar condições para garantir este equilíbrio entre a vida profissional e pessoal do seu corpo de trabalho é essencial. Os gestores de RH e cargos de chefia têm que acabar com a filosofia arcaica e comprovadamente errada de que trabalhador produtivo é o que sai sempre depois da hora e responde a emails nos dias de descanso. O tempo de lazer e em família é um bálsamo importante que traz felicidade e relaxamento, e que se reflecte automaticamente na produtividade laboral.
Por último, como a estabilidade é essencial, as empresas devem garantir altos índices de empregabilidade. Desta forma, transmitem segurança aos trabalhadores e evitam a alta rotação de pessoal, um pesadelo para qualquer chefe ou gestor de RH, com custos de tempo e dinheiro elevados para os empregadores.